O
complexo da Esfinge é formado pela própria Esfinge, o Templo
da Esfinge - que fica logo à sua frente -, e pelo Templo do Vale
de Khafre (nome egípcio para Quefren, em grego) – situado
à sua direita, ao sul. O Templo do Vale é o maior dos dois,
com uma base quase quadrada, e medindo aproximadamente 40 metros de cada
lado. Originalmente mediam cerca de 12 metros de altura, sendo construídos
de blocos de pedra calcária, com um revestimento interno e externo
de granito. Boa parte deste revestimento foi retirado do Templo da Esfinge,
deixando-o em um estado muito dilapidado. Por contraste, o Templo do Vale
permanece quase intacto.
O
que mais chama a atenção para estes monumentos, é
o fato de estarem desprovidos de seus tetos (que devem ter caído
há séculos atrás) e principalmente, o uso de gigantescos
blocos de pedra em sua construção, muitos dos quais possuem
peso estimado em mais de 200 toneladas. Não há, literalmente,
blocos pequenos aqui: cada bloco é enorme, os menores pesando cerca
de 50 toneladas. É difícil entender como tais monstros megalíticos
foram levantados, manobrados e postos no lugar pelos antigos egípcios.
Mesmo hoje, os engenheiros enfrentariam enormes desafios se tivessem que
fazer réplicas destes Templos.
Para
se ter a idéia do desafio que os engenheiros atuais teriam para
erguer tais Templos, os guindastes hidráulicos e gruas que vemos
hoje nas construções de casas e edifícios não
são capazes de levantar os blocos de pedras utilizados nos Templos.
Estes guindastes normalmente levantam no máximo 20 toneladas (e
isso no ponto mais perto da torre; - na parte mais distante, o peso máximo
é cerca de 5 toneladas).
Cargas
de mais de 50 toneladas requerem guindastes especiais, e para cargas de
200 toneladas, seria exigido um guindaste do tipo “ponte”,
como os vistos nos maiores portos ou fábricas, que servem para
levantar tratores, grandes caminhões, tanques de guerra, ou enormes
chapas de aço usadas na construção naval).
Mesmo
assim, a maioria destes guindastes tem um limite de apenas 100 toneladas,
e são equipados com enormes peças de aço e poderosos
motores elétricos. Hoje no mundo, deve existir menos de uma dúzia
destes guindastes em terra. Para cada um deles, contra-peso pesa cerca
de 160 toneladas, o braço tem em torno de 70 metros de comprimento,
e para montá-lo é preciso o trabalho de aproximadamente
20 homens durante algumas semanas para preparar o solo.
Para
complicar ainda mais o quebra-cabeças, imagine o trabalho que daria
para erguer e colocar no lugar centenas destes blocos em uma área
tão limitada quanto o platô de Gizé.
Cada
vez que um engenheiro analisa o local, fica perplexo. Apesar de não
sabermos exatamente como foi feito, é inegável o fato de
que um povo com uma tecnologia muito avançada, capaz de retirar
estes blocos de seu leito, levantá-los e colocá-los perfeitamente
em posição, existiu na Terra muito antes de nossa civilização.
Para os egiptólogos,
tal mistério é resolvido empregando termos como “rampas
de areia ou pedras” e “força humana ilimitada”.
Para os engenheiros, no entanto, estas explicações não
tem fundamento.
Apesar
de não haver estudos técnicos sobre a logística necessária
para se construir tais templos, estes já foram realizados em relação
às pirâmides. O resultado disso, em um profundo estudo que
envolveu arquitetos e engenheiros, mostrou que estas explicações
são, no mínimo, vazias ou sem fundamento.
As Rampas
Uma das teorias mais aceitas
para construção das pirâmides e por conseqüência
dos templos também, é a de uso de rampas. Segundo esta teoria,
conforme as construções iam seguindo em altura, rampas acompanhavam,
sendo aumentadas ao longo, para que as pedras pudessem ser puxadas e arrastadas
através de cordas e muita força humana para cima, até
alcançarem o topo.
É
divertido observar que, quando esta teoria foi trazida à público,
quase que imediatamente foi tomada como fato, e muitos chegaram a acreditar
(e muitos outros ainda o fazem) que esta teoria foi baseada em extensos
estudos de engenharia e arquitetura.
No entanto, estudos posteriores
mostraram que para que fosse viável que os operários pudessem
puxar e arrastar os enormes blocos de pedras através de tais rampas
para construção das pirâmides, ela deveria ter um
gradiente máximo de 1 em 10. Isto significa que, para o caso da
Grande Pirâmide, cuja altura original era aproximadamente 150 metros,
a rampa deveria ter quase um quilômetro e meio de extensão,
e quase 3 vezes a massa da própria pirâmide.
Mais
ainda, estudos realizados por engenheiros japoneses mostrou que mesmo
com o uso de rampas, o óleo que deveria ser utilizado para fazer
deslizar os blocos de pedra, teria o mesmo efeito nos homens, fazendo
com que os mesmos escorregassem como num gigantesco tobogã.
Para
piorar, tais rampas não poderia ser de areia. Deveria ser utilizado
um granito tão sólido quanto os próprios blocos,
para que sustentassem o peso que poderia chegar à mais de 70 toneladas
para cada peça (para o caso da Grande Pirâmide, ou 200 toneladas
para o caso do Templo do Vale), mais o de centenas ou milhares de homens
juntos. Para que entenda o que significa este peso, 200 tons equivalem
a cerca de 200 carros médios empilhados!
Mesmo
que estas rampas tenham sido utilizadas, onde está o que sobrou
delas? Não há nem vestígios de seu uso na região.
E porque os egípcios não deixaram tamanho feito registrado
em nenhuma estela, como era de costume?
Força Humana
Se o uso de guindastes e rampas
parece improvável na construção destes incríveis
templos e pirâmides, mais ainda me parece o uso exclusivo de força
humana.
Um
estudo realizado pelo engenheiro francês Jean Leherou Kerisel, consultor
da construção do metrô do Cairo, mostrou que para
levantar e colocar no lugar as pedras de 70 toneladas usadas na Câmara
do Rei (na Grande Pirâmide), seria necessária a força
de 600 homens agrupados em times, e espremidos em uma rampa muita larga,
contra um dos lados da pirâmide.
Se
levarmos este cálculo em consideração, e tomando-o
como base, podemos supor que seriam necessários cerca de 1800 homens
para fazer o mesmo trabalho com os blocos de 200 toneladas do Templo do
Vale.
Mas
seria esta tarefa realmente possível de ser realizada? Partindo
do princípio que cada bloco de pedra tem cerca de 10m x 3m x 4m
de dimensão, e que as paredes do Templo não excedem 40m
de extensão em cada lado, como um número tão grande
de homens poderia se organizar para trabalhar (eficientemente) em um espaço
tão limitado? Assumindo o espaço mínimo ocupado de
1m de lado para cada homem, cada time de trabalhadores não poderia
ter mais de 40 ou 50 homens em linha. Para que fosse possível agrupar
os 1800 homens, se faria necessário nada menos que 45 ou 36 fileiras
de 40 ou 50 homens respectivamente, puxando em uníssono cada bloco.
As Perguntas
Mesmo assumindo estas possibilidades
e que as dificuldades tivessem sido vencidas, algumas perguntas vem para
nos assombrar:
-
Quanto tempo seria necessário para se construir tais templos e
pirâmides empregando este métodos?
- Com quantos homens?
- Porque tanto trabalho?
- Porque tanta meticulosidade e precisão?
E principalmente:
- Porque usar pedras de 200 tons quando seria muito mais fácil,
mais rápido e menos dispendioso, usar blocos de 2 ou 3 toneladas?
Também devemos nos perguntar
quando estes templos foram construídos.
Apesar
de sabermos que eles foram utilizados para os ritos funerários
dos faraó Khafre, não há provas de que foi ele quem
os construiu. Ao contrário, se as evidências geológicas
do professor Robert Schoch estiverem corretas, então é certo
de que Khafre não construiu estas estruturas.
Para afirmar isso, Schoch se
baseou no fato de que para construir a Esfinge, foi escavada uma trincheira
na rocha do platô de Gizé em forma de ferradura. Do miolo
central, foi esculpida a Grande Esfinge e das pedras retiradas nesta escavação,
foram construídos os templos (do Vale da Esfinge e do Vale de Khafre).
Ou seja, segundo estes estudos, os templos tem a mesma idade da Grande
Esfinge (cerca de 12500 anos), podendo ser então milhares de anos
mais antigos que os egiptólogos sugerem.
O
suporte para esta possibilidade é o fato de que as pedras destes
templos, demonstram precisamente os mesmos desgastes de erosão
por chuva que a própria Esfinge.
O
mais impressionante é que analisando a cobertura de granito ainda
existente nestes templos, parece que foi esculpida para que se encaixasse
nos blocos calcários que na época já eram altamente
marcados pela erosão. Podemos verificar que esta cobertura data
do Antigo Reinado, ao contrário dos blocos calcários usados
em sua construção, que são muito mais antigos.
Estamos
olhando para o legado de uma civilização que tinha uma tecnologia
muito mais avançada que a nossa, e propósitos muito além
que a maioria das pessoas pode imaginar, em uma época que supostamente
não deveria existir nenhuma civilização na Terra.
Isso
nos lembra um antigo texto hermético de origem egípcia,
chamado “O Sermão Sagrado”, o qual menciona homens
deuses “devotados ao crescimento da sabedoria” e que viveram
“antes da Inundação” e cuja civilização
foi destruída: “E haverão poderosos memoriais de seus
trabalhos na Terra, deixando um legado para quando os ciclos forem renovados...”
Referências: |
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