Em
abril de 1901, um grupo de pescadores de esponja de Dodecaneso,
trouxeram à superfície fragmentos de potes, vasos inteiros e estatuetas.
Fragmentos estes encontrados nas proximidades da pequena ilha de
Antiquera, situada ao sul do arquipélago grego.
Uma
expedição arqueológica liderada pelo professor Valerios Stais foi
organizada para examinar e catalogar o material que estava vindo
à tona com uma frequência cada vez maior. Foi descoberto que uma
galeria antiga havia naufragado ali. |
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Dentre
os objetos recolhidos, o professor Stais se deparou com uma peça metálica,
o qual, a primeira vista, julgou ser uma estatueta carcomida pela ação
do mar. Eis que numa análise mais cuidadosa, o professor se deparou o
que parecia ser uma engrenagem. Esta descoberta marcou o início do trabalho
de recuperação e restauração da peça, o qual levou 50 anos para ser concluido.
No
início, acharam ser um aparelho de medição da inclinaçào do Sol ou das
estrela, porém, depois de completamente reconstruida e restaurada, e depois
de decifradas as inscrições nela contidas, os arqueólogos tiveram uma
grande surpresa: um relógio com mais de 2 mil anos.
O
relógio de Antiquera é uma verdadeira maravilha de alta precisão, envolvendo
conceitos e abstracionismos matemáticos que, até onde sabemos, somente
começaram a ser desenvolvidos na Idade Média.
A
galeria a qual pertencia esta valiosa mercadoria, foi vítima de um infortúnio
há cerca de 2 mil anos. O aparelho foi cuidadosamente estudado. O calendário
astronômico que serviu de referência para a montagem dos mostradores e
as palavras utilizadas permitem datar o naufrágio entre 50 e 80 a.C..
Não
se sabe ainda que energia era empregada para mover tais engrenagens, mas
acredita-se que era por meio de força hidráulica: o aparelho era fixo
em algum lugar e se fazia correr a água de um tanque, como os sistemas
idênticos introduzidos pela "primeira vez" no relógio da Catedral
de Estrasburgo, em plena Idade Média.
Sabe-se
porém, que os conhecimentos sobre a roda dentada ou engrenagem é bem antigo.
Os romanos e os gregos já o tinham.
Bibliografia:
- Grandes Enigmas da Humanidade - Editora
Vozes - Luiz C. Lisboa e Roberto P. Andrade
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