Quando
chegaram ao México, os espanhóis foram informados que os astecas tinham
vindo de uma terra no mar, chamada Aztlán. Os espanhóis se conveceram
então de que os astecas eram descendentes de habitantes da Atlântida.
O próprio nome asteca significa "povo de Az", ou Aztlán (os astecas costumavam
denominar-se Tenocha ou Nahua).
Lendas
preservadas durantes muitos séculos entre os astecas, maias, toltecas,
chibchas, aymarás, quíchuas e tribos da América do Central afirmavam que
homens brancos viam do leste para ensinar-lhes as artes da civilização
e depois partiam, prometendo voltar.
Também
na América do Norte foram achadas estátuas e baixos relevos de homens
brancos ou negros (não índios) vestidos com roupas muito semelhantes às
usadas no mundo mediterrâneo. Exemplo disso são as enormes cabeças de
pedra encontradas em Três Zapotes com traços e feições da raça negra assim
como as estátuas da cultura olmeca. Estátuas e cerâmicas da cultura maia
representando homens brancos com nariz semita, roupas sapatos e elmos
completamente diferentes dos usados pelos maias são mais provas de que
perdemos algo de nossa história.
Documentos
dos conquistadores espanhóis relatam índios brancos e negros assim com
ameríndios de cabelos ruivos. Dos últimos, restaram as múmias peruanas.
Assim sendo, afirmar que todos os índios americanos são descendentes dos
asiáticos é, no mínimo, uma super-simplificação. Um estudioso do assunto,
fez há alguns anos um comentário que faria marcas profundas em todas as
teorias sobre este assunto; ele observou que em sua aparente migração
da Ásia para as américas através do Estreito de Bhering, nenhum dos povos
asiáticos trouxe consigo seus animais domésticos. O único animal doméstico
encontrado pelos espanhóis foi um cachorro, ancestral do Chihuahua, uma
raça puramente mexicana.
Quanto
a essa afirmação, qualquer um poderia retrucar perguntado sobre os animais
comuns nos dois continentes, no que eu responderia - seria possível esses
homens que migraram para as américas trazerem consigo crocodilos, macacos,
veados, leopardos, lobos, panteras e ursos - sem contar algumas espécies
de algas e corais as quais com excessão de algumas ilhas perto do continente
americano, só existem do outro lado do mundo?...
Certamente
existiu alguma "ponte" no meio do(s) oceano(s) por onde estes animais
puderam passar e que hoje se encontra submersa. Se assim o foi, não teriam
os homens que aqui chegaram utilizado o mesmo caminho?
Podemos
então pensar que toda (ou quase) a fauna das ilhas do Atlântico - moluscos,
crustáceos, borboletas, coelhos, bodes, focas e até pessoas são sobreviventes
biológicos isolados nos picos de montanhas de um continente há muito afundado?
Uma
análise genética dessas pessoas isoladas há gerações nestas ilhas "perdidas"
do Atlântico talvez possa trazer alguma luz sobre o assunto.
Bibliografia:
- Grandes enigmas da humanidade, Editora
Vozes Luiz C. Lisboa & Roberto P. de Andrade;
- O Mistério da Atlântida, Editora Nova
Fronteira - Charles Berlitz
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