Os Chineses. Esses Antigos Navegadores...

Instituto Maat

       É quase certo que os vikings chegaram à América muito antes de Colombo. E segundo um grupo grande e diversificado de historiadores revisionistas, podem ter havido muitos outros – na verdade, uma grande profusão de exploradores, comerciantes e colonizadores que durante milênios viajaram para a América, oriundos de diversos portos.

       Um dos mais antigos tratados de geografia existente, o livro chinês chamado Shan-hai ching, tem levado alguns historiadores a acreditar que os chineses provavelmente cruzaram os mares, chegando até a América do Norte, há mais de 4 mil anos.

       Os estudiosos que defendem essa teoria baseiam suas hipóteses em uma parte do Shan-hai ching chamada O Clássico das Montanhas Orientais. Essa parte do livro referencia montanhas situadas “além do mar Oriental” e fornece informações detalhadas sobre dezenas de montanhas. Como tudo o que é diferente ou que não se encaixa em nosso paradigma tende a ser descartado, foi exatamente isso o que aconteceu com essas descrições durante séculos, tido como sendo um estudo de geomancia e não uma discussão sobre ciência ou geografia.

       No entanto, as descrições incluidas pelos autores, de viagens entre as diversas montanhas, fornecem informações úteis, tais como distâncias e direções, que permitiram aos historiadores recriarem, conforme afirmam esses pesquisadores – os itinerários de quatro extensas missões de reconhecimento empreendidas há muitos séculos. Segundo essas interpretações, os exploradores chineses espalharam-se desde a atual província canadense de Manitoba até a região setentrional do México.

       Alguns estudiosos refutam essas teorias por não se conhecer exatamente o autor e a data em que foi escrito este controverso livro. Embora se trate de um trabalho secular, datá-lo com exatidão é uma tarefa árdua. Durante muitos séculos, sua autoria foi atribuída ao imperador Yu, que teria subido ao trono chinês no ano de 2208 a.C.. Hoje, esta teoria é contestada.

       Porém, independentemente de seu autor e da exata data em que foi escrito, as informações contidas nesse livro, são suficientes para repensarmos sobre o verdadeiro passado de nosso continente, e também desses antigos navegadores...


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